quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pequeno Resumo do Livro "Ideologias Geográficas – Espaço, Cultura e Política no Brasil" - Antônio Carlos Robert Moraes


A ideia principal do livro é retratar a influência da ideologia na Geografia, desde suas lógicas formativas mundiais até aquelas específicas do Brasil, dando especial atenção às interseções entre os campos da política e da cultura. Dessa forma, após uma exposição sobre diversas correntes filosóficas, incluindo, dentre outros, Marx, Weber e Lukács, temos a posição do autor diante do campo ideológico que mais fortemente impactou a geografia, a começar da sua afirmação da nossa posição periférica ante o imperialismo capitalista central. Essa realidade ressaltava, outrora, o escravismo como fonte de hegemonização e hoje se mistura com as “culturas ornamentais” para, em conjunto mais amplo, legitimar a Geografia do Estado, antidemocrática e avessa a novas ideias. Os muitos anos de autoritarismo e de regime militar na histórica recente do nosso país servem de parâmetro. Por fim, cabe destacar a importância dessa discussão na produção do espaço geográfico que, pelo que foi exposto, acaba por criar, entre tantos, os espaços alheios à sua própria existência (esquizofrenia do espaço), os espaços de mandar/fazer, os luminosos/opacos. É por isso que o autor denuncia o que ele entende ser a passividade dos intelectuais no Brasil que, às vezes sem sequer perceber, acabam legitimando a ideologia repressora e, também, estrangeira, sem identidade nacional própria.


Resumo do Conceito de Turista pela OMT - Organização Mundial do Turismo

A OMT assinala que turista é toda pessoa, sem distinção de raça, sexo, língua e religião, que ingresse no território de uma localidade diversa daquela em que tem residência habitual e nela permaneça pelo prazo mínimo de 24 horas e máximo de seis meses, no transcorrer de um período de 12 meses, com finalidade de turismo, recreio, esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinações religiosas ou negócios, mas sem o propósito de imigração.
Este conceito é o ponto de partida para duas análises, a primeira do conceito em si e segunda do papel do turista na sociedade visitada (direitos e deveres).
Entretanto, há mais uma consideração a fazer: como classificar aqueles que permanecem menos de 24 horas em um determinado destino turístico? A OMT os chama excursionistas. Uma pergunta não pode deixar de ser feita: que diferença há entre chamar de excursionista o visitante com menos de 24 horas de permanência em um destino ou de turista? Na prática. nenhuma. 
Esta diferenciação somente aumenta a dificuldade na contagem da demanda, burocratizando o processo estatístico. Fica claro, isso sim, que o excursionista é apenas mais uma distinção dentro da demanda turística. Demanda esta que precisa ser tratada com suas especificidades, mas que, com certeza, não precisa ser rotulada burocraticamente.
Assim, cabe uma análise da posição social do turista, seus direitos e deveres no destino turístico.




Resumo do Conceito de "Centralização Político-Administrativa e sua relação com a Democracia"

Há uma correspondência que permite que haja centralização político-administrativa e democracia, pois este é o próprio cenário para o surgimento das modernas Repúblicas, que aparecem, em grande medida, em substituição aos regimes monárquicos. A centralização político-administrativa foi peça-chave na consolidação dos Estados a partir da Idade Média, sendo Portugal o Estado pioneiro e que conseguiu, por essa razão primeira, saltar à frente nas grandes navegações e descobertas. Essa centralização estava lastreada na figura do monarca, que conferia coesão aos grupos dirigentes, burocráticos e empresariais.

Com o advento das modernas Repúblicas, ainda que valha lembrar que a História já havia presenciado o modelo republicano em outras ocasiões, como na Roma Antiga, a soberania popular, e com ela a democracia, passam a ser valores principais da constituição da sociedade.

A República Federativa do Brasil adota um modelo misto entre a centralização do estado, que levada ao extremo resultaria em uma ditadura personalista, e a descentralização, que, também no seu pólo extremo, resultaria de uma confederação de Estados iguais, à moda dos Confederados dos primórdios da Revolução Americana, mas que hoje está desuso nas relações internacionais.



Os Estados no Brasil gozam de ampla autonomia para cuidar dos seus interesses, o que dá força ao poder local, inclusive nos municípios, mas a soberania nacional cabe tão somente à União, legítima representante nacional nos fóruns internacionais. Teoricamente, e em que pese os conflitos que se presencia por vezes, o princípio federativo que rege o nosso país estabelece igualdade de condições e de tratamento entre todos os estados e entre estes e a União.


Resumo - Sinopse do Filme "Um Sonho Possível" - The Blind Side com a Sandra Bullock


"Um sonho possível" traz a história real do atleta de futebol americano Michael Oher (Tim McGraw), cuja vida pobre e sem perspectiva muda completamente ao cruzar com a socialite Leigh Ann Tuohy (Sandra Bullock, no papel que lhe rendeu o Oscar).De cara, já podemos sentir o clima de superação no ar, misturado a uma história bela e (in) verossímil e Bum!!! temos uma fórmula bem ao gosto da Academia de Artes Cinematográficas, que aponta os ganhadores anuais dos prêmios Oscar. Dessa forma, com essa "mágica combinação" por trás, não fica feio dar um prêmio de melhor atriz para Bullock, atriz apenas mediana. Na verdade, soa até justo, já que, convenhamos, a atriz nasceu para o papel. Ocasiões semelhantes já permitiram a entrega de outros prêmios na mesma toada, como, por exemplo, Julia Roberts em Erin Brockovich, ou Gwyneth Paltrow em Shakespeare Apaixonado. Temos, então, uma socialite nova rica, cujo marido é dono de 85 franquias de restaurantes fast-food, e que passa o tempo trabalhando como decoradora e almoçando saladas caras em uma roda de amigas.Contudo, o impacto da trama fica com Oher, ou Big Mike, negro, de mãe viciada e criado descuidadamente por diversos pais adotivos, até o dia em que, a caminho do ginásio da escola Big se depara com Leigh Ann (Bullock). Ao perceber a sua desolação, indo dormir no frio e com fome, Ann se oferece para levá-lo para sua casa. Daí, o que deveria ser uma situação de generosidade temporária acaba se perpetuando, e Big acaba por se incorporar à família.

O que o filme não explica, propositalmente, é o fato nada desprezível de Big frequentar a mesma escola dos dois filhos de Bullock. Nada a ver com a generosidade das escolas privadas, ou com um bom sistema de ensino público. Big, como tantos outros jovens carentes, tem uma desenvoltura muito grande nos esportes, e seu porte atlético faz dele especialmente interessante para o futebol americano.Nos EUA, a aptidão para o esporte é uma saída comum para jovens com poucos recursos, tal como aqui acontece, em geral, com o futebol. Esse sistema estadunidense de incentivo ao esporte tomou as proporções gigantescas de hoje graças a uma conjuntura altamente favorável, onde as grandes empresas se casam com os interesses políticos. Interessa a ambos manter uma das maiores máquinas olímpico-esportivas a pleno vapor, seja para atrair anunciantes, seja para entreter milhões de pessoas.Enfim, Big se encaixa dentre as exceções que conseguiram estudar. Para além de estudar, ele encontrou uma família compreensiva e afetuosa que o ajudou a se tornar uma atleta profissional de alto nível. Em poucas palavras, assistimos a uma exceção dentre as exceções.

Resumen del Livro "Por Una Geografía Nueva" - Milton Santos


"Por una geografía nueva" está dedicada a una revisión crítica de la evolución de la geografía en la búsqueda de abrir las puertas a muchas discusiones por venir, ya que la totalidad del espacio, forma, función, estructura y proceso, entre otros.De este modo, el libro se divide en tres partes principales: a) La crítica de la geografía, b) Geografía, Sociedad, Espacio y c) Una geografía crítica.La primera parte, que el autor quiere un tour de force por las diferentes corrientes de pensamiento geográfico, sobre la base de los fundadores clásicos y sus pretensiones científicas, a través de la "nueva geografía", hasta que la crisis que ha hecho de la geografía de la "Viuda del espacio." A partir de la geografía colonial, el autor, citando a Freeman recuerda que considera que "incluso hay una relación entre la expansión geográfica y la colonización", e incluso Vidal de la Blache a veces "parecía apreciar el trabajo de la colonización" .Hablando de los clásicos de la geografía, el autor muestra la búsqueda incesante de la geografía para el estado de la ciencia y en última instancia, tomar ventaja de la analogía con el exceso de las ciencias naturales, se ha legitimado. Este es un grave error, continúa el autor, porque, a diferencia de las ciencias naturales en los que la posibilidad de repetir una experiencia es la condición sine qua non para la validez del método científico, los fenómenos históricos "nunca se repiten de la misma manera." Por otra parte, el carácter "exacto" ciencia de la naturaleza es débil cuando se observa, por ejemplo, cómo nuestra comprensión de la realidad se altera para "el nivel de progreso científico logrado".Los cambios que la ciencia ha pasado después de la 2 ª Guerra Mundial, y desde luego toda la sociedad, surgió en torno a enormes desafíos que lo que más tarde se llamó "nueva geografía", está dando lugar a nuevas formas de investigación, los nuevos objetos, o necesidades que surgieron. Por todas estas críticas antes, el autor termina por completar el "triunfo del formalismo," sin duda ideológica, dejando la Geografía ", la viuda del espacio", sólo para revelar las grietas en esta estructura de la crisis a través del cual pasa todo el método cuantitativo.Ahora, en la segunda parte del libro, el autor postula un nuevo interdisciplinario-que muchos hoy en día llamaríamos la transdisciplinariedad - en la búsqueda de romper el aislamiento de la geografía en otros campos del conocimiento mediante el lanzamiento de la siguiente propuesta: redefinir el objeto de la geografía como el espacio como un producto histórico. De ahí que el autor utiliza un concepto de espacio, entre otros, que también toma prestados de otros enfoques, como "un conjunto de formas representativas de las relaciones sociales del pasado y del presente ... manifiesta a través de procesos y funciones. El espacio está a continuación, verdadero campo de fuerzas cuya aceleración es desigual ".Para cumplir por completo la obligación autoimpuesta para definir el espacio como un objeto geográfico, Milton Santos plantea algunas preguntas sobre la esencia del espacio.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Resumo do Ciclo da Borracha na Amazônia

Entre o final do século XIX e início do século XX, a borracha estava destinada a “transformar-se na matéria-prima de procura em mais rápida expansão no mercado mundial”, como cita o mestre Celso Furtado em sua obra Formação Econômica do Brasil. Para tanto, em particular diante da escassez de mão-de-obra que se apresentava, em concorrência direta com a ascensão da produção de café no Sudeste, deu-se um verdadeiro êxodo de população da Região Nordeste, em fuga do decadente modelo de exportação da cana-de-açúcar, para a Região Norte, conhecido como Transumância Amazônica.
Dada a opulência que tal torrente de recursos trouxe, este ciclo pode ser encarado como a base para a primeira tentativa efetiva de ocupação da região amazônica, agora calcada no capital da borracha. Cidades inteiras foram construídas (as company cities), atraídas pelo interesse da nascente indústria automobilística na borracha amazônica. Porém, o ciclo da borracha se revelou fugaz, em particular diante da avassaladora produção das colônias inglesas concorrentes na Ásia a partir da 1ª Guerra Mundial, e trouxe poucos resultados duradouros para a região, sendo que, dentre esses, podemos citar a expansão da fronteira informal até onde hoje é o Estado do Acre, fruto da busca de mais seringais para abastecer a demanda, e a afluência de recursos deixou baluartes como o imponente Teatro Amazonas, em Manaus.



Resumo do Conceito de Bem Público e de Externalidades


Existem bens, conhecidos como semi-públicos ou meritórios, que, embora sigam o princípio da exclusão, são freqüentemente, e cada vez mais, produzidos pelo Estado. Esse é o caso, por exemplo, da educação. Existem colégios privados onde, se o aluno não pagar, não tem acesso. Porém o governo mantém escolas públicas com vaga garantida por lei a toda criança. Também com base no conceito de externalidade é que o governo oferece escolas gratuitas para a população.
Tal acontece, pois o governo busca criar externalidades positivas, uma vez que uma pessoa bem educada trará benefícios para a sociedade como um todo. Também temos que atentar para o fato de a educação ser um direito de todos, garantido na constituição, e ao estimular o prover o ensino público o governo garante que a iniciativa privada não domine todo o setor, gerando uma externalidade negativa.
Um exemplo de bem público e explique por que ele se configura em uma falha de mercado: a iluminação pública. Ora, é impossível saber quanto cada um de nós gasta individualmente de iluminação, pois enquanto eu posso morar em um prédio e não sair de casa a não ser para trabalhar (pagando praticamente toda a iluminação de que preciso), muitas outras pessoas podem depender da iluminação nas praças, estradas e ruas. Por isso, não outra forma se não cobrar de todos o uso que beneficia, em última análise, a todos.